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Alimentos preparados para crianças, o melhor evitá-los?

Publicado 20/08/2018 8:26:47CET

LISBOA, 20 Ago. (EDIZIONES) –

A alimentação infantil tem vindo a agravar-se à medida que a indústria alimentícia tem vindo a crescer e a maioria, ou quase todos os produtos alimentícios destinados ao público infantil não são recomendados para eles.

“São feitos para que gostem, porque, em geral, têm muita gordura ou muito açúcar, mas não são mais nutritivos que os alimentos não processados, que a comida real”, advertiu em uma entrevista com Infosalus a glândula endócrina e especialista em Nutrição Pomba Gil, por ocasião da publicação de seu novo livro ‘crianças sim comem verdura’ (Livros Cúpula).

Assim, lembre-se que as crianças, a não ser que o seu médico indique o contrário, podem comer os mesmos alimentos que come um adulto. “As necessidades de uma criança em relação ao adulto variam quanto à quantidade, mas não em relação à qualidade dos alimentos. No entanto, as prateleiras dos supermercados e lojas de comida estão cheias de alimentos destinados às crianças”, salienta a doutora Gil.

Com isso, lamenta que são alimentos ultraprocesados que proporcionam mais açúcar, gordura ou sal recomendada para uma criança, e que podem afetar a sua saúde e ao seu desenvolvimento tanto físico como mental.

Segundo destaca, as crianças costuma custar comer mais alimentos de origem vegetal e podem ser mais propensos a comer sem protestar sobremesas, os alimentos ricos em amidos (massa, arroz, batatas, pão e outros cereais) e os doces.

O ideal, portanto, seria que os alimentos para crianças fomentaran o consumo daqueles nutrientes mais necessários para as crianças. E, no entanto, não é assim, já que a maior parte destes alimentos para crianças costumam ser ricos em açúcar e às vezes em gorduras saturadas e gorduras trans”, reitera a especialista em nutrição e mãe de família numerosa.

Por isso, aconselha evitá-los e, se comprar, pensar que eles são um presente. “Uma sociedade em que, infelizmente, a obesidade infantil está aumentando cada vez mais, e isso é graças a isso que alimentamos nossos filhos com produtos que não são bons para eles”, afirma a doutora Gil.

Assim, insiste em que é muito importante que os pais saibam que, em geral, uma criança não precisa comer ou beber qualquer produto especialmente feito para ele. “Qualquer alimento bom e saudável para um adulto pode ser para uma criança, mesmo que a frequência ou a quantidade de seu consumo seja diferente”, acrescenta.

Neste contexto, a glândula endócrina e especialista em nutrição recomenda que você sempre leia os rótulos dos alimentos que se compram e lembre-se de que a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para a necessidade de reduzir o consumo de açúcar em crianças com menos de 10% das calorias diárias para prevenir a obesidade e até mesmo a menos de 5%, para reduzir a cárie dental. “Isso significa que, em média, as crianças em idade escolar não devem tomar mais de 1 a 2 colheres de sopa de açúcar por dia”, precisa a doutora.

Por sua vez, ressalta-se que em Portugal 1 em cada 4 crianças tem problemas de excesso de peso ou obesidade, “e já que a legislação continua a ser muito permissiva com a publicidade e os ingredientes dos alimentos para crianças, não nos resta mais remédio que ser informados sobre o que se compra para os nossos filhos”.

Por outro lado, indica que uma criança não deve consumir mais de 4 a 10 colheres de sopa de gordura, dependendo da idade. Essa gordura deveria ser saudável, como a que nos trazem os frutos secos, o peixe azul ou o azeite de oliva virgem.

O consumo de gordura saturada deve ser menor do que 10 a 20 gramas por dia (equivalente a uma ou duas colheres de sopa) e, de preferência, não proveniente de produtos ultraprocesados; evitar gorduras trans ou parcialmente hidrogenadas. Além disso, alerta que uma criança não deve consumir mais de 2 gramas de sódio por dia, o que equivale a 5 gramas de sal de mesa (menos de uma colher de café).

Por tudo isso, a drª Paloma Gil vê com bons olhos que as crianças estejam bem alimentados, e principalmente por pratos cozinhados em casa, e controlando os ingredientes que são adicionados às refeições.

“Se há pouco tempo, há que se organizar e ir utilizando o congelamento, programar os menus semanais. A todos os pais preocupam-se com a saúde de seus filhos e leva o mesmo em abrir um pão de um pacote que preparar um sanduíche. A falta de tempo não é uma desculpa. O que é importante é ter uma dieta seja saudável. Além disso, se há pouco tempo, também não é necessário que seja muito elaborada. Uma criança tem que comer de forma saudável”, observa a glândula endócrina e especialista em nutrição.